Viagem ao Sul: Artesanato Gaúcho

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Vamos fazer uma viagem ao sul do país? Mais exatamente ao “Rio Grande”, como dizem os gaúchos?

Sempre que falamos do Rio Grande do Sul, a primeira coisa que nos vêm à mente quase sempre é a imagem do gaúcho dos pampas, aquele vaqueiro folclórico vestindo bombacha e tomando chimarrão. Não é de se surpreender que o artesanato mais buscado na região esteja diretamente ligado à atividade. Ou a outras relacionadas à descendência europeia da maior parte dos habitantes locais. Mas existe sempre espaço para novas -e mais surpreendentes -descobertas; as comunidades quilombolas localizadas no extremo sul do país também produziram variado artesanato.

Tudo é curioso quando se fala no gaúcho folclórico. Mas, enquanto na televisão podemos ter uma visão mais detalhada de seus costumes, de seu jeito de ser, tudo o que diz respeito a suas vestimentas quase nunca é aprofundado. Também são interessantes. As chamadas guaiacas não são simplesmente cintos largos com um nome mais complicado: nelas, podemos guardar dinheiro, armas etc. As bombachas são de origem turca e seu uso era considerado desrespeitoso nos bailes locais do início do século; realmente não deveria ser muito fácil dançar um tango de bombacha em vez dos tradicionais bugios e chimarritas

Tipos variados de guaiacas

Certamente você deve estar pensando: “e o famoso chimarrão?”. As cuias utilizadas na preparação do mate também são ricas em detalhes históricos e curiosidades relacionadas a sua confecção; as cuias mais autênticas são feitas de porongo, uma espécie de fruta, e as mais famosas (e baratas) são encontradas numa cidade gaúcha chamada São Borja. Para quem tem disposição e sede de conhecimento, São Borja fica localizada na fronteira oeste do estado. Sobrando dinheiro, você pode aproveitar e visitar a Argentina, de repente.

Se você quiser cortar amizade com faca, o instrumento gaúcho pode ser uma boa pedida. Calma. Existe uma lenda gaúcha segundo a qual um certo tipo de faca local causa o mal de cortar a amizade entre as pessoas envolvidas na “transação”; para solucionar o problema, o presenteado deveria oferecer ao presenteador um pagamento simbólico pela prenda. Esse tipo de faca é confeccionado em lavor de prata, pode ser encontrado em Porto Alegre e, devo acrescentar, deve ser disponibilizado em preço muito baixo para quem tem um comerciante amigo do peito (pode cobrar!).

A cultura negra, de maneira geral, não tem tão ampla divulgação quanto a europeia, em se tratando da Região Sul do Brasil. Quanto aos quilombos, alguns deles se instalaram no sul do estado e, naturalmente, não tinham muito a sua disposição. A necessidade fez com que os quilombolas trabalhassem em palha de milho, cipó e madeira, materiais que eram empregados a princípio para confeccionar cestas, peneiras e outros objetos relacionados à agricultura, além daqueles típicos de atividades caseiras. Com o tempo, esse artesanato acabou por também se tornar uma fonte de renda dessa população, através do comércio.

Há muito mais ainda a se descobrir no Rio Grande do Sul. Portanto, programe suas férias, arrume suas malas e vamos lá!

 

Um abraço da equipe Hak Aviamentos!

 

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