Artesanato Paraense, Ícone da Região Norte 2


Da última vez que falamos do artesanato paraense, nos concentramos na cerâmica marajoara, um tipo de artesanato de raiz muito antiga. Agora é a vez de nos aprofundarmos no artesanato mais atual, no artesanato criado (e não apenas confeccionado) pela população local.

Podemos começar com os brinquedos do miriti, que têm sua comercialização associada ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré, maior festa religiosa dos paraenses. Os brinquedos do miriti são confeccionados a partir da polpa da palmeira Mauritia flexuosa (o Miriti). Sua origem vem de Abaetetuba, mas também podem ser encontrados em Belém, produzidos por artesãos naturais daquela cidade.

Brinquedos do Miriti

No município de Santarém, a tradição é a de produzir cuias. Essas cuias são tingidas em cor preta e são decoradas com ornamentos e desenhos. Seus meios de produção são indígenas e europeus. São encontradas nas barracas das tacacazeiras, sendo o recipiente ideal para servir o tacacá, um prato típico da região.

Palmeiras como o jupati e o tururi são utilizadas para a produção de diversos itens artesanais dos paraenses. Do jupati os artesãos paraenses criam itens de cestaria e, do interior das talas, chapéus e coberturas. Do tururi são retiradas fibras entrelaçadas, de cor castanha, por meio das quais são criados chapéus, bolsas, sacolas e até peças de vestuário.

Bolsas de Fibra de Tururi

Muito do artesanato paraense pode ser encontrado na capital Belém, pelas lojas da Avenida Presidente Vargas. Se seu interesse está nas cerâmicas marajoara e tapajônica, essas peças são confeccionadas em olarias encontradas no bairro de Icoaraci.

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